quinta-feira, 31 de outubro de 2024

32° DIA

O uso da droga como compaixão. Vício para esquecer de si. Vício para lembrar de si. Necessidade contraditória: é ruim, é bom, é ruim/bom, é bom/ruim. Uma compaixão que constrói. Uma compaixão que destrói. Situação paradoxal. Uma situação inevitável e incontornável da condição humana. 

O ser humano não nem bom muito menos mal. É uma combinação articuladas entres as duas coisas. A compaixão é uma filosofia prática e uma prática da filosofia. Ela mantém os indivíduos conectados por laços sociais de interdependência que costumamos chamar de sociedade, contexto, amigos, colegas, cidade, bairro, família, trabalho etc. 

Existe infinitas possibilidade de representar os "laços de compaixão" que produz e é produtora de pessoas. A droga é só mais uma possibilidade que se encontrar dentro e a partir do devir humano. Precisamos viver, viver é preciso. A droga é uma compaixão. E isso, não pode ser confundido com preconceito, marginalização e estigmatização do usuário. As pessoas procuram pelas drogas devido ao potência de compaixão que ele carrega. Ou seja, a potencial de encontrar satisfação em continuar existindo. 

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