A droga como encontro entre diferentes culturas, pessoas e perspectivas. Pensando dessa forma, a droga pode ser vista, como uma forma de chave de acesso a fronteiras do desconhecido.
Analisando o uso da droga a partir de critérios antropológicos, percebemos que, o usuário é agenciado pela cultura da drogadição ao mesmo tempo que é agente da cultura da não-drogadição. É um "efeito duplo" pela sociedade.
Em outras situações, o "efeito duplo" da agencia que chamamos de "uso da droga" possibilita infinitas combinações de interpretações, compreensões e sentidos para que usa. Dessa forma, a droga é caracterizada pela pluralidade e diversidade de arranjos ou rearranjos culturais que as pessoas criam a partir de seus contextos culturais. Entendo isso, como uma forma criativa de encontrar saídas culturais para a imaginação humana e o poder de intervenção no mundo social.
O usuário é inteligente. Sabe bem como lidar com o "efeito duplo" da sua condição: ao mesmo tempo que cria e criado pelo uso da substância. Em outras palavras, ao mesmo tempo que cria e criado pela cultura.
A cultura é conceito plural. Usamos a palavra no singular para facilitar o entendimentos. Mas, sempre que pensar no conceito de cultura. É importante imaginar na pluralidade. Por isso, a droga, não deve ser singularizada. São drogas. Assim como, o usuário, precisa ser pensado fora de estereótipos e simplificações.
Se quisemos avançar na discussão sobre o uso de drogas, precisamos seriamente e urgentemente, considerar a complexidades e pluralidades de usuários de drogas que existem. Levando em consideração o contexto cultural, politico, econômico e social.
O usuário é inteligente. O usuário é uma pessoa. O usuário é um ser humano. E precisa ser trato com dignidade.
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