O uso de drogas como uma forma de concluir ciclos de vida. Na vida, o ser humano se vê confrontado com diferentes dimensões do existir. Em outra palavras, somos diariamente provocados a continuar vivendo a vida não impor qual seja a situação, contexto e condição que a pessoa encontra-se. Revela-se aqui, aberturas para desentendimentos com a ordem, realidade, mundo, poder etc. O ser humano cansado de encarrar as condições impostas a sua existência, buscará a qualquer custo reafirma a sua existência na terra.
O período de abstinências de 66 dias não foi um capricho. Na verdade, procurei reverter a necessidade de beber em outros prazeres que considero importante: ouvir música, estudar, ler, pensar e escrever. Por isso, resolvi escrever este diário como uma forma de registro de um ciclo da minha vida. Não satisfeito com os caminhos que o álcool havia conduzido minha existência, deliberadamente, procurei dar um tempo para observar minha própria condição de usuário.
O objetivo foi encontrar saídas criativas para as inquietudes que devoravam minha consciência. Com este "Diário da abstinência" procurei compartilhar algumas reflexões que consigam cativar, motivar e quem sabe, influenciar um debate franco, sincero e esclarecido sobre o uso e abuso de drogas.
Ao fim desta jornada, chego a pobres conclusões sobre o uso de drogas. Porém, isso já valeu o passeio. Agradeço a todos que acompanharam a jornada até aqui.
Por fim, caso esteja inquieto com suas práticas de drogadição. Seja ela qual for, (no momento estou vício em chá), dê um tempo nela e passe a observar outras possibilidades da sua vida acontecer. Seja criativo é desenvolva subterfúgios para fugir da "nóia". Existe um ser humano em você. As drogas são uma parte minúsculas de outras prazeres da vida.
É hora de levantar a cabeça, sacudir a poeira e dar a volta em "ciclos de sofrimento".
Vá em frente...
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