A droga como apego. Como um processo de dominação social, psicológica e química. A dominação como a imposição de uma vontade externa sobre o comportamento. Funcionando como um poder, influência sobre neurônios, sentimentos, ansiedades e necessidades de pertencimento e reconhecimento social.
A dominação é uma forma de coação que se impõem sobre as pessoas. Como um processo de controle e disciplina de corpos e alma. A droga é uma dominação dupla: externa e interna. Externa porque é oferecida pelo contexto. É utilizada. Dá a "onda". São processos complexos de apegos que a droga cria. A droga é interna porque afeta a experiência subjetiva do usuário. Um encontro consigo mesmo. Uma adição de substância que alteram movimentos, percepções e comportamentos.
Em resumo, uma forma de dominação. Isso não é necessariamente bom ou necessariamente ruim. São modelos de comportamentos sociais distribuídos pelo mundo social. Uma forma de jogo de cartas distribuídos entre jogadores com diferentes objetivos e interesses no jogo. Porém, são obrigados a jogar. Isto é, (des)ajustar o seus comportamentos conforme o desenvolvimento e desenrolar do jogo. A sociedade é constituídas milhares de possibilidades de comportamentos e práticas sociais. A droga é mais uma carta no jogo de baralho. Porém, na escala de legitimidade da dominação social, o seu uso é visto de forma estigmatizada e estigmatizante. Em algumas situações, os usuários que são estigmatizados na mesma proporção que estigmatizam. É um duplo processo de dominação. Porém, o enigma entorno do uso de drogas continua operando a partir de signo de negação e da falta. Não sei, como resolver isso. Mas, não quero parar de tentar desvendar o enigma da drogadição.
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