O uso da droga como metade do caminho. A metade é uma forma (des)medida da falta ou ausência de desejo ou prazer. A metade de uma totalidade. A totalidade que cabe dentro de uma metade. De uma falta. De uma ausência. A droga é uma ausência ou falta de uma completude. Seu uso é uma busca. Um caminho que se faz caminhando. Uma carreira que se curte, curtindo. Uma fissura que controla vontades e verdades. Indisciplina corpos e mentes. O ser humano é uma metade de uma totalidade. Uma condição incontornável. Uma metade que não se completa porque ela já é sua própria ausência. Ou seja, é a outra metade que faltava.
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