O uso de drogas como abertura. Uma oportunidade de abertura de um diálogo consciente com a sociedade sobre as reduções de danos e humanização do usuário. Uma abertura como forma de driblar ações de criminalização e estigmatização do usuário.
Vivemos em sociedade e teremos que resolver essa questão de maneira coletiva. Com abertura ao esclarecimentos de práticas, comportamentos e estatutos de ordem legais e ilegais sobre liberdades individuais e direitos coletivos. Os seres humanos possuem direitos humanos básicos em relação ao uso e abuso de sua liberdade. Os direitos coletivos são em relação ao bem-estar social da comunidade. Precisamos legitimar os critérios que humanização sociedades e pessoas. Porém, o caminho não necessariamente nos levará ao paraíso na terra.
Como civilização, podemos piorar a qualidade das políticas públicas de conscientização e repressão ao uso de substância. Mas, a método de abertura será uma tentativa, por enquanto enfraquecida, diante os usos e desusos de drogas.
A abertura é uma visão de futuro. Um horizonte de debate coletivo sobre problemas que nos atingem individualmente. Cada usuário faz parte de uma sociedade. Cada não usuário faz parte desta mesma sociedade. A droga faz parte dela também. A política de drogas precisa apostar na abertura de entendimentos e estratégias de conscientização.
O caminho contrário também é uma escolha. Em sociedade, fechar o debate pode ser mais rápido e eficiente. As consequências disso, na maioria das vezes, acentua o problema social. A droga como abertura é um convite a reflexão sobre a sociedade que vivemos. Por isso, ainda há esperança. Em algum lugar deve haver um entendimento sobre essa questão.
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